O Estreito de Ormuz continua no centro da crise entre os Estados Unidos e o Irão depois de Donald Trump ter rejeitado uma proposta de Teerão para reabrir a passagem marítima estratégica.

O plano iraniano previa a reabertura do estreito num prazo de sete dias e a retoma das negociações sobre o programa nuclear, numa tentativa de travar o conflito. A proposta tinha sido transmitida aos Estados Unidos através de mediadores do Qatar.

Trump rejeita proposta iraniana

Trump confirmou publicamente que recusou a iniciativa iraniana.

A decisão aumenta a incerteza sobre o futuro das negociações e sobre a possibilidade de normalização do tráfego numa das principais rotas marítimas para o comércio mundial de energia.

O Estreito de Ormuz tem importância directa para os mercados petrolíferos. Qualquer perturbação prolongada na passagem pode aumentar a pressão sobre os preços da energia e, indirectamente, sobre combustíveis e transportes.

A proposta iraniana surge num contexto de forte tensão militar e diplomática, com os dois lados a manter posições muito diferentes sobre as condições para terminar as hostilidades.